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sábado, 11 de abril de 2015

A Ciência e as evidências sobre a existência da alma (2ª parte)

Na passada semana, iniciámos a publicação de um artigo sobre as investigações da ciência no domínio da reencarnação. O texto - generalista e escrito por um não teosofista - foi publicado no site Spirit Science and Metaphysics e é da autoria de Steven Bancarz.

Prosseguimos com a tradução, recomendando-se a leitura prévia da primeira parte.

Algo que interessava o Dr. Stevenson eram as fobias que resultavam de traumas de vida passadas. Como escreveu o Dr. Jim Tucker:



“Outra área que interessava Ian era o comportamento destas crianças. Ele escreveu um artigo sobre fobias que muitas das crianças evidenciavam, habitualmente relacionadas com a forma como morreram nessa vida de que alegavam se recordar (Stevenson, 1990a). Ele relatou que 36% das crianças num conjunto de 387 casos evidenciava esses receios. Ocorriam quando a criança era muito jovem, muitas vezes antes de fazer alegações sobre a vida passada. Ele descreveu, por exemplo, uma rapariga no Sri Lanka que enquanto bebé resistia a tomar banho de tal forma que três adultos tinham de a agarrar. Com seis meses, ela também mostrou uma fobia pronunciada de autocarros e mais tarde descreveu a vida de uma rapariga noutra aldeia que andava por uma rua estreita entre campos de arroz alagados, quando se desviou para evitar um autocarro que passava e caiu à agua, afogando-se.” O artigo de jornal original onde estas descobertas foram publicadas pode ser encontrado aqui.

O que parece ser mais do que puro acaso é o facto de as crianças serem capazes de identificar com precisão relacionamentos e amizades antigas que tiveram com determinadas pessoas nas suas vidas passadas. Um caso bastante impressionante foi o de uma rapariga libanesa que foi capaz de se recordar e identificar 25 pessoas diferentes da sua vida passada e os relacionamentos interpessoais que teve com eles. As melhores descobertas de Stevenson foram condensadas num livro chamado “Vinte casos sugestivos de reencarnação”. Como leitura adicional, este livro seria efetivamente a melhor aposta. O American Journal of Psychiatry analisou estes casos e disse que existiam “casos cujas lembranças tinham um nível de detalhe tal, que persuadem uma mente aberta que a reencarnação é uma hipótese lógica para explicá-los.” Ele publicou outros livros e artigos que eram largamente aceites pela comunidade em geral.

Como afirmava uma crítica no Journal of the American Medical Association, “com respeito à reencarnação ele meticulosa e friamente reuniu um conjunto detalhado de casos da Índia, casos nos quais a prova é difícil de explicar noutros termos.” O crítico acrescenta: “Ele disponibilizou uma quantidade significativa de dados que não podem ser ignorados.” O seu artigo ‘‘The Explanatory Value of the Idea of Reincarnation’’ [O valor explicativo da ideia da reencarnação] teve milhares de pedidos de reimpressão por parte de cientistas de todo o mundo. As suas descobertas também foram publicadas em revistas científicas como o Journal of Nervous and Mental Disease e o International Journal of Comparative Sociology.

Em 2005, durante uma apresentação na Penn State University, o Dr. Jim B. Tucker, um pedopsiquiatra da Universidade da Virgínia, contou que uma mãe estava inclinada sobre uma mesa para mudar a fralda do filho quando a sua criança disse inesperadamente “Quanto eu tinha a tua idade, costumava mudar-te as fraldas.”. Sam Taylor, do estado do Vermont, nasceu 18 meses depois da morte do seu avô. Quando ele fez este comentário, tinha apenas alguns anos [NT: um ano e meio mais precisamente]. Aos 4 anos e meio, Taylor era capaz de apontar para o seu avô numa fotografia da escola onde apareciam mais de vinte pessoas e identificar o primeiro carro do seu avô a partir de uma fotografia.

Aqui está um vídeo de uma história de reencarnação de um jovem rapaz feita pelo canal norte-americano ABC News para dar uma ideia da natureza destes casos. É importante perceber que este caso é americano, portanto os pais não estão a influenciar ou a encorajar o rapaz a acreditar na reencarnação em nome da cultura ou da religião.




Esta é apenas um pequena fração da quantidade de provas que existe sobre a reencarnação. Ao chegar a uma conclusão sobre as suas descobertas e publicações, temos de nos perguntar “Qual é a melhor explicação que possa acomodar todas estas provas?” Se a reencarnação não existe, porque existem tantos casos de crianças que alegam ter sido outras pessoas, que sabem os nomes específicos e relações interpessoais da pessoa que alegam ter sido, que têm marcas de nascença e anormalidades onde dizem ter sofrido ferimentos nas suas vidas passadas e que tiveram fobias específicas ligadas a supostos traumas de vidas passadas? Quais são as probabilidades de todas estas provas existirem sem existir a alma? Quais são as probabilidades que a reencarnação não exista dadas estas provas? Os relatos são demasiado precisos para serem fruto do acaso e todas as outras explicações são incapazes de tentar explicar esta ampla variedade de dados.

A reencarnação não pode mais ser olhada como alguma fantasia pseudocientífica, religiosa ou dogmática da Nova Era, nem tão pouco a alma. Podemos inferir a realidade da alma porque é a melhor explicação para os todos os dados existentes. Deverá existir uma parte não-física de nós (a própria consciência, talvez) que contém memórias que deixam o nosso corpo e entram num novo corpo. Esta é uma hipótese que tem merecido séria atenção no grosso da comunidade académica e que a investigação tem vindo a amadurecer até aos dias de hoje. Quando pegamos em todas as provas e olhamos para elas sem que o enviesamento religioso ou científico interfira, parece que não apenas temos justificação para a crença na reencarnação, como pode ser esta a melhor de todas as explicações nos casos mais sólidos.

“Não é uma surpresa nascer mais do que uma vez; tudo na natureza é ressurreição” – Voltaire

Mais provas sobre a existência da alma podem ser encontradas nas ligações abaixo:




Fontes:

Laidlaw, R. W. (1967). Review of Twenty Cases Suggestive of Reincarnation. American Journal of Psychiatry, 124, 128.

King, L. S. (1975). Reincarnation. JAMA, 234, 978




Leitura recomendada: Vida Antes da Vida pelo Dr. Jim Tucker e "Jornada das Almas" pelo Dr. Michael Newton.

Fim da tradução.

Embora pessoalmente recomende vivamente o livro do Dr. Tucker, em relação à outra sugestão manifesto algumas dúvidas. Os livros do Dr. Newton são a "bíblia" do movimento new age, e estão baseadas na terapia de regressão a vidas passadas. Existem vários pontos conflituantes com a doutrina teosófica e alguns de convergência, mas subsistem dúvidas quanto ao método utilizado e à veracidade das lembranças. O Lua em Escorpião irá naturalmente no futuro voltar a abordar esta questão.

A principal valia do texto de Bancarz é a sua abordagem simples e o facto de referir alguns dos casos que Stevenson e Tucker investigaram.

sábado, 4 de abril de 2015

A Ciência e as evidências sobre a existência da alma (1ª parte)


Há dias deparei-me no Facebook com um simples e interessante texto que resume parte do que se tem feito no domínio da ciência para provar a reencarnação e a existência de algo que sobrevive à morte.

O texto é generalista e foi escrito por um não teosofista, de nome Steven Bancarz, editor do site Spirit Science and Metaphysics. Segue-se a tradução:




Muitas pessoas são resistentes à ideia de “alma” porque atualmente este termo está enredado em dogma e superstição religiosa. Algumas pessoas pensam que é uma completa parvoíce. Contudo, o conceito de uma consciência capaz de se desprender do corpo oferece bastante poder explicativo no que respeita a fenómenos como as Experiências de Quase Morte, Experiências fora do corpo, projeções astrais e até a reencarnação.

De facto, a prova da reencarnação é a melhor e mais forte prova da existência de uma alma. Esta é uma afirmação ousada, mas a evidência da reencarnação é inegável e não pode ser atribuída coletivamente ao acaso ou a qualquer outra explicação física. Se a reencarnação existe, a alma existe. Senão, vejamos.

Antes de explorarmos as evidências, é útil recordar que não precisamos de PROVAS irrefutáveis que sirvam de justificação para acreditar seja no que for. Se o meteorologista disser que existe 70% de probabilidade de aguaceiros, não preciso de prova que vai chover para então levar o guarda-chuva comigo. Não preciso de ter a certeza que um meteoro não vai cair na minha cabeça para sair de casa. Não preciso de provas científicas irrefutáveis sobre vida extraterrestre para acreditar que a vida existe noutros planetas, porque existem tantas e boas razões para que consideradas cumulativamente, forneçam uma explicação plausível para acreditar na vida noutros planetas. Isto é conhecido como “abdução” [NT: ver aqui uma explicação sobre esta expressão] e é o tipo de raciocínio que mais vezes usamos no nosso quotidiano.

A reencarnação não é algo que possa ser medido objetivamente do mesmo modo que medimos uma reação química, pelo que, pode, à partida, não ser possível provar usando o método científico. A ciência é a medição empírica do mundo natural e a alma é algo que existe para lá do mundo natural. Portanto a questão é: “existem suficientes peças sólidas de provas, que consideradas em conjunto possam fornecer uma explicação plausível para a reencarnação? Julgo que a resposta é um rotundo sim. Atentemos:

O Dr. Ian Stevenson, antigo professor de Psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade da Virgínia, levou 40 anos a investigar histórias de reencarnação com crianças. Este antigo diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia investigou mais de 3 000 relatos independentes de crianças que alegavam ter memórias e conhecer pessoas das suas supostas vidas passadas. De acordo com Stevenson, o número de casos passíveis de ser levados em conta é de tal modo elevado que excedeu a capacidade dele e da sua equipa serem capazes de investigá-los na sua totalidade.




O software de reconhecimento facial confirmou que existiam de facto semelhanças faciais com as alegadas reencarnações anteriores reportadas. Alguns tinham marcas de nascença onde alegadamente tinham sofrido feridas fatais na sua vida passada. Muitas vezes existiam lesões impressionantes e às vezes bizarras, tal como dedos malformados ou falta de membros, cabeças deformadas e outras marcas estranhas. Como escreve o Dr. Stevenson no seu artigo ““Birthmarks and Birth Defects Corresponding to Wounds on Deceased Persons” [Marcas e defeitos de nascença que correspondem a feridas de pessoas falecidas] no Journal of Scientific Exploration:

“Cerca de 35% das crianças que alegam se recordar de vidas passadas têm marcas de nascença e/ou defeitos de nascença que atribuem (ou os adultos informantes) a feridas numa pessoa de cuja vida a criança se lembra. Os casos de 210 dessas crianças foram investigados. As marcas de nascença eram habitualmente áreas de pele sem pelos e enrugadas; noutros casos áreas sem ou com pouca pigmentação (máculas hipocrómicas) e ainda noutras situações áreas de pigmentação excessiva (nevos hiperpigmentados).

Os defeitos de nascença eram quase sempre de tipo raro. Em casos nos quais era identificada uma pessoa falecida e os detalhes da respetiva vida coincidiam inequivocamente com as afirmações da criança, era quase sempre encontrada uma correspondência próxima com as marcas e/ou os defeitos de nascença na criança e as feridas da pessoa falecida. Em 43 dos 49 casos nos quais um documento médico (habitualmente um certificado de óbito) era obtido, confirmava-se a correspondência entre as feridas e as marcas de nascença (ou defeitos de nascença).”

As memórias das crianças eram demasiado específicas para serem fruto do acaso. Num artigo no qual três casos foram analisados em grande detalhe pelo Dr. Stevenson, ele declarou que cada uma das três crianças fez cerca de 30-40 alegações relativas a memórias que tinham de vidas passadas, 82-92% das quais eram simultaneamente verificáveis e corretas. As particularidades e os detalhes específicos dados pelas crianças iam desde os nomes, personalidades e ocupações dos seus antigos pais e irmãos, às disposições precisas das casas onde viviam. Não era raro para Stevenson encontrar uma criança que pudesse ir a uma vila onde nunca tivesse estado antes e dar os detalhes da vila, dos antigos pertences pessoais, a vizinhança onde viveu numa vida passada e as pessoas com as quais se juntava.

Ele conclui: “Era possível em cada um dos casos encontrar uma família que tivesse perdido um membro cuja vida correspondia às declarações da criança. As suas afirmações, consideradas no seu conjunto, eram suficientemente específicas para não corresponderem à vida de uma qualquer outra pessoa. Acreditamos que excluímos a transmissão normal de informação correta às crianças ou que elas obtiveram a informação correta que expuseram sobre a respetiva pessoa falecida através de algum processo paranormal.”

Continua na próxima semana.

sábado, 7 de março de 2015

Uma pergunta (e uma resposta) sobre as Experiências de Quase-Morte

As redes sociais são – infelizmente menos vezes do que seria desejável – um espaço onde de tempos a tempos são colocadas questões interessantes sobre certos fenómenos que até se tornaram bastante conhecidos do público em geral como são as experiências de quase-morte (EQM).

Que explicação dá a Teosofia para o fenómeno?

Este diálogo foi retirado do grupo do Facebook da Sociedade Teosófica das Filipinas e quem dá a resposta é o conhecido teosofista Vicente Hao Chin Jr., responsável pela edição cronológica das Cartas dos Mahatmas para A.P. Sinnett. Mais informações sobre o trabalho de Hao Chin Jr. podem ser obtidas aqui.

Refira-se ainda que o teosofista filipino tem uma natureza conciliadora e tenta sempre que possível conjugar a terminologia usada em diferentes gerações de teosofistas, que muitas vezes parece estar em oposição. A resposta que ele dá à questão colocada é um exemplo dessa situação.




P: Tenho uma questão relacionada com a mente. Como entender os fenómenos como por exemplo as EQM (Experiências de Quase-Morte)? Como é que um “fantasma” (se se acreditar neles ou se se tiver experiências com eles) interage com a nossa realidade física sem ter sentidos externos?

2% das EQM são histórias comprovadas de pessoas que alegam terem acedido aos seus sentidos de um local exterior aos seus corpos clinicamente mortos.

Como pode a mente percecionar sem um corpo?

A única explicação que tenho é a de que estão a efetuar uma espécie de “visão remota”.


Vicente Hao Chin Jr. é quem responde à pergunta


R: O meu entendimento é o seguinte:

Quanto uma pessoa tem uma experiência de quase-morte é o linga-sharira ou duplo etérico (ou parte dele) que se desprende. O duplo etérico (chamado de corpo astral por H.P. Blavatsky; embora eu evite esta última designação porque é usada com um sentido diferente por C.W. Leadbeater) é semi-físico e tem os órgãos sensoriais correspondentes do corpo humano. Dessa forma é capaz de percecionar o mundo físico quando está fora do corpo.



H.P. Blavatsky


 A natureza semi-física do duplo é suportada e validada pelas investigações sobre reencarnação. Quando o duplo é separado do corpo físico devido a morte prematura (homicídio, suicídio ou acidente) não está ainda morto, embora seja incapaz de regressar a um corpo físico. Quando tem a oportunidade de renascer de imediato noutro ventre, então pode manter as caraterísticas físicas do corpo anterior, incluindo feridas, cicatrizes, membros amputados, ausência de orelhas, etc… Isto sucede porque o duplo etérico está ainda presente e transporta para o novo corpo as caraterísticas do corpo e personalidade anteriores. Este fenómeno foi bem documentado pelas investigações do Dr. Ian Stevenson da Universidade da Virgínia que descobriu que as crianças que se recordam da sua vida anterior muitas vezes têm as marcas de nascença que correspondem de forma notável às lesões que sofreram durante a vida passada. (ver o livro dele “Where Reincarnation and Biology Intersect,” 1997.)





A visão remota parece ser um fenómeno diferente do da perceção pelo duplo. O duplo não pode se afastar muito do corpo físico, mas a visão remota pode ser feita em qualquer lugar no mundo (Ingo Swann até alegou ser capaz de visitar Júpiter e observar os seus anéis antes destes serem descobertos pelos astrónomos).

 A mente pode percecionar sem o corpo mas apenas naqueles níveis nos quais tem um veículo. Assim, perceciona o mundo dos desejos (kama loka) quando retém um corpo de desejos (kama rupa), mas não pode percecionar o mundo físico com o corpo de desejos. Quando um corpo de desejos é descartado, então cessa de ser capaz de percecionar esse mundo de desejos. 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Inscrições abertas para a ITC/2015

Já há tema, data e lugar para a realização da próxima Conferência Internacional de Teosofia (ITC). Assim, entre 6 e 9 de agosto próximos, em Haia, na Holanda terá lugar a ITC de 2015 subordinada ao tema “Helena Petrovna Blavatsky sob diferentes perspetivas com um só coração”.


Uma imagem de Haia


Qual é a nossa interpretação da obra escrita de HPB? Como é que ela inspira os teosofistas, sejam eles filiados numa organização ou independentes, a incorporar e transmitir a sua mensagem intemporal ao mundo moderno?

A Conferência de ITC terá lugar no Carlton Ambassador Hotel, que fica a cerca de 2 minutos a pé da Blavatsky House, também conhecida como a Sociedade Teosófica de Point Loma, que tem efetivamente sede nesta cidade holandesa.


Entrada do Carlton Ambassador Hotel


A inscrição para a ITC 2015 pode ser feita aqui. Existem várias modalidades, envolvendo o alojamento e as refeições. Os lugares estão limitados ao número de 150, pelo que a organização sugere a inscrição atempada, sendo que a mesma pode ser cancelada até 15 de julho.

Quem quiser ficar mais alguns dias em Haia, pode reservar noites no Carlton Ambassador Hotel  a um preço de 109 euros (single) e 119 euros (duplo). Estes preços incluem IVA, pequeno-almoço e Wifi ilimitado, mas não incluem a taxa da cidade que é de 3,81 euros por noite.

Uma alternativa é o EasyHotel The Hague City Centre. Este hotel fica a 5-10 minutos do local da ITC.

Fachada do Easy Hotel em Haia


Um breve resumo da história das ITC

É num espírito de fraternidade e cooperação que se realizam as “International Theosophy Conferences” (ITC) na qual se juntam teosofistas das diferentes tradições que foram surgindo depois do falecimento de Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), a principal impulsionadora do movimento teosófico moderno.

As ITC começaram de forma praticamente informal em 1995, pelas mãos de uma teosofista da Loja Unida de Teosofistas, chamada Willie Dade, que juntava num fim-de-semana de cada ano, teosofistas do Arizona, da Costa Oeste dos EUA e da Europa. Com os anos, as ITC passaram a ser mais organizadas e difundidas, tendo em 2008 adotado o nome pelo qual são conhecidas atualmente. 

Depois de entre 2011 e 2013 as ITC se terem realizado nos EUA, em 2014 foi a vez do International Theosophical Centre, na Holanda receber a Conferência, num evento marcante na história da Conferência. Foi aqui que se estabeleceu a declaração de Naarden que reza assim:


Foto de grupo dos presentes na ITC/2014


Respeitando a diversidade e liberdade das diferentes correntes teosóficas, esforçar-nos-emos por agir como um farol de luz, para levar ao Mundo a Teosofia, de acordo com* os ensinamentos de H.P. Blavatsky e dos seus Mestres. De modo não dogmático e através de cooperação harmoniosa fortaleceremos o movimento teosófico para o benefício da humanidade.

No espírito da unidade e fraternidade, esforçar-nos-emos nos para tornar a Teosofia uma força viva no Mundo.

Comprometemo-nos através da aprendizagem, formação e da polinização-cruzada a popularizar e a preservar os ensinamentos vivos para as gerações futuras.

*em harmonia com / em conformidade com / de modo consistente com



O Lua em Escorpião descreveu o que se passou em Naarden, num post datado de setembro do ano passado. Mais pormenores sobre a declaração podem ser lidos aqui.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Reflexões sobre Deus

Mesmo no meio teosófico as perceções sobre Deus e a sua natureza são muito variadas. Muitos desconhecem (e alguns dos que conhecem têm dificuldade em compreender) as noções expressas pelos Mahatmas na carta ML-10. A própria Virginia Hanson na nota que antecede a carta escreve o seguinte:

“Agora chegamos àquela que é provavelmente a carta mais polémica. (…) Estas “notas” fizeram com que algumas pessoas rejeitassem toda a filosofia oculta por causa da negação do conceito tradicional de Deus.”

No grupo de Facebook da SociedadeTeosófica das Filipinas, a propósito de uma discussão sobre se a Ciência prova ou nega a existência de Deus, encontrei uma série de parágrafos escritos por Vicente Hao Chin Jr. bastante interessantes e que ajudam a perspetivar o conceito de Deus.

Escreve o teosofista filipino, cujo currículo pode ser visto aqui:

Vicente Hao Chin Jr.

“Um aspeto que muitas pessoas negligenciam sobre este tema é: que tipo de Deus estamos a tentar provar ou refutar? Normalmente assumimos um Deus que interage com a humanidade e o Universo – um Deus que faz julgamentos e que responde tal como um ser humano, um Deus que gosta de umas coisas e que não gosta de outras coisas e que até fica irado e ciumento, que se arrepende, condena e castiga pessoas à condenação eterna.

Se é este o tipo de Deus do qual estamos a falar, então não precisamos da ciência para refutá-lo. Apenas usando o raciocínio percebemos que o Deus antropomórfico semelhante ao homem não pode existir. Esta ideia está cheia de contradições. Como pode um Deus todo-poderoso ser ciumento e irado? Ou criar um mundo e uma humanidade sabendo de antemão que ele (ou ela) terá condenar parte das suas criações conscientes ao tormento e sofrimento eternos? Como pode ele ter presciência (omnisciência) e ao mesmo tempo mudar de ideias dependendo das boas e más ações das pessoas?

Do mesmo modo que prontamente afastamos a ideia de Zeus como sendo Deus, também deveríamos pôr de lado deuses semelhantes ao homem, como encontramos nas religiões populares. É importante salientar que muitos teólogos cristãos não subscrevem essas noções vulgares de Deus.


Em 2002, a cantora Britney Spears disse que "Deus
 tinha uma longa barba branca" e que "cirandava pelo céu"
 (imagem: www.comeletusponder.com)


Por isso antes de falarmos sobre se a ciência prova ou refuta Deus, temos de perguntar: o que significa Deus? Se Deus é o todo da Natureza como acreditava Spinoza, então não necessitamos da Ciência para prová-lo ou refutá-lo. Acabámos de definir Deus como tudo o que existe. É uma tautologia.

Se concebemos Deus como um criador e projetista inteligente – alguém que planeia o Universo – temos de perceber que estamos a regressar a uma conceção humana de pensador e planeador. Só planeamos ou projetamos quando não sabemos o que vai acontecer no futuro. Como podemos reconciliar isto com a alegada omnisciência de Deus? Se Deus planeou, significa que existiu um tempo em que ele não sabia o que iria acontecer? Se ele já sabia de tudo de antemão, então não há necessidade de um plano ou de um projeto. E não apenas isto: se ele é presciente em relação a tudo, então nada pode ele mudar porque uma tal mudança implicaria que o seu conhecimento estaria errado. E se ele não pode mudar nada que já se sabia à partida, então ele não é omnipotente – de facto todo o universo torna-se apenas um completo autómato que funciona de acordo com este plano, ou de acordo com as leis que o governam.

A necessidade de desemaranhar tais assuntos dos muitos enganos é a razão pela qual Helena Blavatsky mergulhou profundamente e de forma abrangente na natureza de Deus, dos deuses e da emanação no seu primeiro volume de “A Doutrina Secreta”. O seu livro representa um dos mais importantes estudos jamais escritos sobre teogonia e cosmogonia.




Por exemplo, “A Doutrina Secreta” fala de seres divinos ou espirituais que são superiores a seres humanos mas que não são Deus no sentido mais elevado da palavra. São limitados ou imperfeitos mesmo que tenham poderes sobrenaturais. Estes seres superiores são superiores em relação à humanidade, da mesma forma que os seres humanos são superiores aos animais e às plantas. Os animais podem considerar-nos deuses, mas isso não é conceber Deus no sentido derradeiro.


O Mahatma Koot Hoomi (carta 88) escreveu [NT: esta carta é a ML-10, identificada como a nº88 na sequência cronológica e pode ser encontrada na p.53-64 do vol.II das Cartas dos Mahatmas para A.P. Sinnett] : “A palavra ‘Deus’ foi inventada para designar a causa desconhecida daqueles efeitos que o homem tem admirado ou temido sem entender… a ideia de Deus não é uma noção inata, mas adquirida…O Deus dos teólogos é simplesmente um poder imaginário…um poder que até agora nunca se manifestou.”

sábado, 3 de janeiro de 2015

O projeto Teociência

Recentemente, o site Theosophy Forward, na sua secção de Boas Notícias apresentou um texto do teosofista francês Jacques Mahnich, que relatava a sua intenção de iniciar um novo projeto que aproximasse a Ciência e a Teosofia. É minha opinião, e tive oportunidade de dizê-lo pessoalmente ao Jacques em Naarden, que não há efetivamente melhor modo de popularizar a Teosofia.

Mas quem é Jacques Mahnich?

Segundo a nota biográfica que consta do programa da último ITC,  Jacques passou a sua carreira profissional na indústria de engenharia aeronáutica, tendo-se especializado em sistemas propulsores de aeronaves.

É membro da Sociedade Teosófica (Adyar) francesa desde 1978. Presentemente é presidente do ramo de Saint-Jean em Paris e leva a cabo conferências e cursos de formação em Teosofia.

É também o co-fundador de um blogue dedicado à pesquisa das origens das estâncias de Dzyan.

Jacques Mahnich


O projeto Teociência

Uma busca pela compreensão da REALIDADE conforme descrita pelas Tradições e pela Ciência, ou dito de outro modo, a construção de pontes entre Ciência e as Tradições.

Bem vindos ao local onde investigadores e buscadores da REALIDADE  se encontram!

Vivemos num mundo maravilhoso. A nossa tarefa é a de descobrir/ recuperar o que é esse mundo. À nossa frente (e em nós, porque somos parte dele) temos uma Realidade UNA que é vista, entendida e construída por uma infinidade de conceitos humanos, seja através do filtro da Ciência ou através do filtro de tradições. Ambos têm estado presentes por milhares de anos e têm construído e refinado muitos modelos desta Realidade UNA. Ambos trouxeram alguma compreensão à nossa busca e moldaram muitos dos nossos comportamentos. Por Tradições, entenda-se todas as tradições por todo o planeta e em todas as épocas que trouxeram algum do entendimento da REALIDADE na qual vivemos. Isto inclui todas as principais tradições religiosas e qualquer outra filosofia ou movimento espiritual.

A Ciência e as Tradições são como um velho casal, têm vivido há tanto tempo lado a lado, abordando a Realidade com diferentes linguagens. Existiram períodos de lua-de-mel, onde ambas estavam do mesmo lado e existiram períodos de fortes confrontações e conflitos, conduzindo à aparente separação atual. Enquanto as Tradições alimentaram os seres humanos desde que estes existem na Terra, a aquisição de conhecimento através da Ciência decorreu a um ritmo mais lento, embora os últimos trezentos anos tenham trazido uma aceleração na velocidade e alcance das descobertas científicas. Os últimos quarenta anos foram ainda mais drásticos e muitas das novas descobertas estão a redesenhar o panorama da nossa vida. Uma delas é a internet, que abriu, de modo sem precedentes, uma via para interligar e comunicar entre pessoas de todo o mundo. As descobertas científicas são agora publicadas em tempo real e estão acessíveis na rede.

[CLIQUE AQUI PARA VER A INTERVENÇÃO DE JACQUES MAHNICH NO ITC2014]

O que é aqui proposto é um “local virtual” para buscadores sérios da REALIDADE, envolvidos nesta busca para discutir e partilhar ideias, conceitos, experiências e relatórios de investigações, de modo a identificar os temas e construir o caminho de convergência entre a Ciência e as Tradições. O caminho será longo e sinuoso, e os verdadeiros buscadores terão que estar bem equipados para não caírem nas várias armadilhas ao longo do caminho. A humildade será provavelmente uma atitude segura. Só sabemos que não sabemos…

Desejamos que esta iniciativa traga alguns benefícios ao mundo ao identificar alguns troços onde a Ciência e as Tradições convergem e que forneça também alguma luz orientadora e melhor compreensão da Realidade UNA, reduzindo portanto a quantidade de sofrimento no mundo.

Sobre o Projeto Teociência

Construir uma ponte entre as Tradições (incluindo a Teosofia) e a Ciência têm sido desde sempre parte das atividades dos teosofistas por todo o mundo. O primeiro livro teosófico –“Ísis sem Véu” - foi já um chamamento para esta abordagem. Desde essa altura, miríades de livros foram publicados sobre o tema e muitos grupos estiveram e continuam a estar ativos por todo o mundo. Por outro lado, desde essa altura, a Ciência progrediu tremendamente. Desde 1970, mentes científicas de renome abriram o âmbito da investigação científica para fora dos limites da observação física. A perspetiva atual da Física de Partículas e da Cosmologia evoluiu de modo a incluir muitos mais dos modelos da Natureza com os quais se podem estabelecer paralelismos com os ensinamentos da Religião-Sabedoria. Por fim, as tecnologias de internet estão a possibilitar o acesso de informação a um público mais vasto e a mentalidade dos investigadores parece se abrir para modelos de uma Realidade mais ampla.




O Projeto TEOCIÊNCIA é uma proposta para energizar sinergias e encorajar partilha de conhecimento entre as comunidades de buscadores. O roteiro proposto para o desenvolvimento desta iniciativa pode ser sumarizado nos seguintes passos principais:

1.  Construir um comité de líderes/diretivo, uma rede de líderes dos grupos teosófico-científicos no mundo. Este fórum irá estabelecer os objetivos/políticas e os procedimentos necessários.


2. Lançar uma ferramenta de comunicação/partilha – o site THEOSCIENCE.ORG – onde boletins informativos, publicações e outra informação relevante podem ser colocados.


3. Organizar temas comuns para investigação de forma a promover abordagens sinergéticas e encorajar a polinização cruzada.


4. Desenvolvimentos posteriores, como conferências internacionais de Teociência poderão vir a ser organizadas.



[NT: Acima o video da intervenção de Jacques Mahnich, na 139ª Convenção Anual da Sociedade Teosófica, em Adyar, realizada na passada semana. Na sua intervenção, Jacques falou do Manifesto para uma Ciência pós-materialista. ]


Roteiro preliminar para os primeiros passos do Projeto Teociência:

a)      Fase 1 – Construir a estrutura

- Um blogue de internet será dedicado à primeira fase. Apoiará um esforço coletivo para implementar os objetivos, metodologias, políticas e procedimentos para as operações. O acesso será limitado à equipa de líderes durante a fase inicial.

- Identificar voluntários das áreas da Ciência e das Tradições para formar uma equipa de líderes. Todas as linhas de pensamento serão bem acolhidas e encorajadas, em linha com a recente Declaração de Naarden do ITC (agosto de 2014).

- Projeto e aprovação de uma carta para o Projeto, incluindo metas e objetivos.

- Projeto e aprovação de metodologia(s) para as atividades de investigação.

- Lançamento do site de internet THEOSCIENCE.ORG e da revista eletrónica semestral THEOSCIENCE.

b)      Fase 2 – Desenvolver esforços de investigação

- Identificar as principais áreas de interesse onde a Ciência e as Tradições podem chegar a um entendimento comum da Realidade Una (ou seja, matéria, energia, forças, campos, cosmologia, antropologia…)

- Identificar “experts” em cada tema

- Mapear conhecimento existente em ambos os lados nestes temas (o “estado da arte” atual)

- Desenvolver planos de investigação

Uma imagem da página do Theoscience

Jacques Mahnich (clicar no link para obter o e-mail) – Iniciador do projeto


sábado, 20 de dezembro de 2014

Manifesto para uma Ciência pós-materialista (2ª parte)

Na semana passada, publicámos a 1ª parte do Manifesto para uma Ciência pós-materialista, pelo que aconselhámos a leitura da introdução e dos primeiros 9 pontos do Manifesto antes de prosseguir com a leitura do post desta semana.

Se já o fez, os 9 pontos seguintes do Manifesto são os seguintes:


10. A atividade mental consciente pode ser experimentada em morte clínica durante uma paragem cardíaca (isto é o que tem sido chamado de "experiência de quase-morte" [EQM]). Estes pacientes relataram perceções fora-do-corpo verídicas (ou seja, perceções que se podem provar coincidir com a realidade) que ocorreram durante a paragem cardíaca. Os pacientes também relatam profundas experiências espirituais durante as EQMs desencadeadas por paragem cardíaca. Note-se que a atividade elétrica do cérebro cessa poucos segundos após uma paragem cardíaca.


Um dos cientistas que  colaborou na elaboração do manifesto
é brasileiro o Dr. Alexander Moreira-Almeida, que tem ligações
ao movimento espírita (foto:www.religionandpsychiatry.com)


11. Experiências controladas em laboratório têm documentado que os médiuns de pesquisa qualificados (pessoas que afirmam que podem se comunicar com as mentes de pessoas que morreram fisicamente) às vezes podem obter informações altamente precisas sobre pessoas falecidas. Isto suporta ainda mais a conclusão de que a mente pode existir separada do cérebro.

12. Alguns cientistas e filósofos de pendor materialista recusam-se a reconhecer esses fenómenos, porque os mesmos não estão de acordo com a sua conceção exclusiva do mundo. A rejeição de investigação pós-materialista da natureza ou a recusa em publicar descobertas científicas robustas que suportam uma estrutura pós-materialista são a antítese do verdadeiro espírito de investigação científica, que é o de que os dados empíricos devem ser sempre adequadamente tratados. Dados que não se encaixam em teorias e crenças preferenciais não podem ser descartados a priori. Essa dispensa é do domínio da ideologia, e não da ciência.

13. É importante perceber que os fenômenos psi, as EQM aquando de paragem cardíaca, e as provas reproduzíveis de mediums de pesquisa credíveis, parecem anómalos somente quando vistos através da lente do materialismo. 




14. Além disso, as teorias materialistas não conseguem explicar como o cérebro pode gerar a mente, e são incapazes de explicar a evidência empírica, a que se alude neste manifesto. Este falhanço diz-nos que agora é a hora de nos libertarmos dos grilhões e vendas da velha ideologia materialista, para alargar o nosso conceito do mundo natural, e abraçar um paradigma pós-materialista.

15. Segundo o paradigma pós-materialista:

a) A mente representa um aspeto da realidade tão primordial como o mundo físico. A mente é fundamental no universo, isto é, não pode ser derivada a partir da matéria e reduzida a algo mais básico.

b) Existe uma profunda interligação entre a mente e o mundo físico.

c) A mente (vontade / intenção) pode influenciar o estado do mundo físico, e operar de uma forma não-local (ou prolongada), ou seja, não se limita a pontos específicos no espaço, tal como cérebros e corpos, nem a pontos específicos no tempo, tais como o presente. Dado que a mente pode influenciar não-localmente o mundo físico, as intenções, emoções e desejos de um experimentador podem não estar completamente isoladas dos resultados experimentais, mesmo em modelos experimentais controlados e cegos.

d) As mentes são aparentemente ilimitadas, e podem unir-se de modos que sugerem uma unidade, uma Mente Una que inclui todas as mentes individuais.

e) As EQM durante paragens cardíacas sugerem que o cérebro funciona como um emissor-recetor da atividade mental, isto é, a mente pode funcionar através do cérebro, mas não é produzida por ele. As EQM que ocorrem durante paragens cardíacas, juntamente com evidências de mediums de investigação, sugerem ainda a sobrevivência da consciência, após a morte do corpo, bem como a existência de outros níveis de realidade que são não-físicos.

f) Os cientistas não devem ter medo de investigar a espiritualidade e experiências espirituais, uma vez que representam um aspeto central da existência humana. 


Dr. Charles J. Tart

16. A ciência pós-materialista não rejeita as observações empíricas e de grande valor das conquistas científicas realizadas até agora. Ela busca expandir a capacidade humana de compreender melhor as maravilhas da natureza, e no processo redescobrir a importância da mente e do espírito como sendo parte da estrutura central do universo. O Pós-materialismo é inclusivo da matéria, que é vista como um componente básico do universo.

17. O paradigma pós-materialista tem implicações de longo alcance. Ele altera fundamentalmente a visão que temos de nós próprios, devolvendo-nos a nossa dignidade e poder, como seres humanos e como cientistas. Este paradigma promove valores positivos, como a compaixão, o respeito e a paz. Ao enfatizar uma ligação profunda entre nós e a natureza em geral, este paradigma pós-materialista também promove a consciência ambiental e a preservação da nossa biosfera. Além disso, não é novidade que, apesar de estar esquecido há 400 anos, uma compreensão transmaterial experienciada pode ser a pedra angular da saúde e bem-estar, como tem sido defendido e preservado em antigas práticas mente-corpo-espírito, tradições religiosas e abordagens contemplativas.

18. A mudança da ciência materialista para a ciência pós-materialista pode ser de importância vital para a evolução da civilização humana. Pode ser ainda mais crucial do que a transição entre o geocentrismo e o heliocentrismo.

Nós vos convidamos, cientistas do mundo, a ler o Manifesto por uma Ciência pós-materialista e a assiná-lo, se você quiser mostrar seu apoio (veja http://opensciences.org/).

* O Manifesto para uma ciência pós-materialista foi elaborado por Mario Beauregard, PhD (Universidade do Arizona), Gary E. Schwartz, PhD (Universidade do Arizona), e Lisa Miller, PhD (Universidade de Columbia), em colaboração com Larry Dossey, MD, Alexander Moreira-Almeida, MD, PhD, Marilyn Schlitz, PhD, Rupert Sheldrake, PhD, e Charles Tart, PhD.

**Contacto

Para mais informações, entre em contacto com o Dr. Mario Beauregard, Laboratório de Avanços na Consciência e Saúde, Departamento de Psicologia da Universidade do Arizona em Tucson, EUA.

Email: mariobeauregard@email.arizona.edu 




*** Tomámos em consideração duas maneiras de se referir ao paradigma emergente apresentado neste manifesto: a versão com hífen (pós-materialismo [post-materialism]) e a versão sem hífen (postmaterialism). A forma com hífen foi selecionada por uma questão de clareza, tanto para cientistas como para leigos.

**** O Resumo do Relatório da Cimeira Internacional sobre Ciência, Espiritualidade e Sociedade pós-materialista pode ser consultado aqui: Cimeira Internacional sobre o pós-materialista Ciência: Resumo Report (PDF).

Para se tornar um signatário do presente manifesto, por favor enviar e-mail ao Dr. Mario Beauregard com seu nome, grau académico, campos de estudo, título e instituição.


Para consultar a lista de autores do manifesto e a lista de cientistas que o subscrevem clique aqui e vá até ao final da página.